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	<title>Livros &#38; Cia de todo o mundo!</title>
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	<description>Comentários sobre livros, filmes e música de todos os lugares do mundo para todas as platéias e todos os gostos! Acompanhe-nos!</description>
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		<title>Livros &#38; Cia de todo o mundo!</title>
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		<title>As judias do campo de concentração de Ravensbrük &#8211; Rochelle G. Saidel</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Dec 2009 23:17:51 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Indpendentemente de qual povo tenha sofrido o masacre, sempre há um enunciado no qual se pretende englobar todas as vítimas sob apenas um rótulo. Basta lembrar: massacre dos turcos sobre os armenios, dos sérvios para os mulçumanso, de membro do Kmer Rouge sobre seus concidadãos e por aí vai. Essa linha generalista também aplica-se ao [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=livrosdomundo.wordpress.com&amp;blog=10981294&amp;post=20&amp;subd=livrosdomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>I<a href="http://livrosdomundo.files.wordpress.com/2009/12/judias.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-19" title="judias" src="http://livrosdomundo.files.wordpress.com/2009/12/judias.jpg?w=110&#038;h=181" alt="" width="110" height="181" /></a>ndpendentemente de qual povo tenha sofrido o masacre, sempre há um enunciado no qual se pretende englobar todas as vítimas sob apenas um rótulo. Basta lembrar: massacre dos turcos sobre os armenios, dos sérvios para os mulçumanso, de membro do Kmer Rouge sobre seus concidadãos e por aí vai.<br />
Essa linha generalista também aplica-se ao Holocausto (Shoá) fazendo com que povos, grupos, gëneros, idades, opção sexual, todos fatores que fizeram com que a crueldade nazista se abateram sobre eles, passassem desapercebidos ou sejam desconsiderados.<br />
Em muitos dos casos, esses recortes já podem ter sido condenados a caírem no esquecimento como, por exemplo, a sorte dos homossexuais masculinos e femininos que sofreram implacável perseguição sendo exterminados impiedosamente.<br />
Como foram condenados à essa situação pelo artigo 175 da lei alemã que condenava a homossexualidade como crime passível de prisão, artigo que não foi revogado no pós guerra sendo que muitos de suas vítimas não reinvindicaram indenizações e nem deixaram testemunhos.<br />
Nesse livro, &#8220;As judias do campo de concentração de Ravensbrück&#8221; de Rochelle G. Saidel, temos a oportunidade de encontrar um recorte para mim ainda inédito, o de gênero.<br />
Ao menos dentre as obras as quais tive acesso, a questáo da mulher judia tornou-se marginal ou &#8220;diluído&#8221; nas narrativas de campos maiores como Auschwitz para onde convergiam as grandes massas de prisioneiros.<br />
Outro fato adicional é apontado pela própria autora no primeiro capítulo do livro e cuja lógica, infelizmente, foi absorvida pelo embate ideológico da Guerra Fria.<br />
Sob a jurisdição soviética e depois da Alemanha Oriental, pouco destaque se deu à sorte das judias apenas mencionadas quando ao seu &#8220;status&#8221;somava-se o de ativista política comunista, como no caso de Olga Benário.<br />
Após o colapso tanto da URSS como da RDA houve também,nas próprias atividades de lembrança histórica sediadas em Ravensbrück, uma retomada do resgate histórico do sacrifício judaico naquelas instalações.<br />
A questão de gênero, como ser verá na leitura, não é uma questão neutra nos padecimentos do campo. Questões até simplórias como a dificuldade de manutenção da higiêne especialmente no período menstrual e outras questões de complexidade maior como a de terem sido as mulheres submetidas a uma educação essencialmente paternalista o que fez com que lhes fosse cobrado um tributo especial quando separadas dos pais e dos maridos foram fatores decisivos quando qualquer fragilidade poderia representar a diferença entre sobreviver ou não.<br />
Note-se também que a questão da maternidade , da vida dos filhos e sua criação ser um atributo essencialmente feminino teve como efeito colateral que várias crianças fossem mandadas para morte, já que os homens não podiam e nem sabiam cuidar delas.<br />
Muitas das sobreviventes que narram suas histórias no livro, eram adolescentes e crianças e a sobrevivência delas deveu-se, sobremaneira, às &#8220;mães substitutas&#8221;, outras detentas que colocaram essas crianças e jovens sob sua responsabilidade que permitiram a sobrevivência nas condições adversas do campo.<br />
O panorama que Rochelle traça não se furta a abordar questões sensíveis como a prostituição forçada de prisioneiras, mais um elemento da terrível sucessão de humilhações impostas às judias.<br />
Particularmente, o que mais me supreendeu foi o relato da passagem pelo campo de Ravensbrück de Gemma La Guardia Gluck, irmã do prefeito de Nova Iorque na ocasião, Fiorello La Guardia cujo parentesco conferiu à Gemma a categoria de &#8220;prisioneira especial&#8221;, uma refém para ser &#8220;trocada&#8221;em algum momento que isso fosse necessário.<br />
A sua trajetória da prisão até a libertação dá conta do caráter deliberado das ações nazistas, do frio planejamento industrial para o extermínio.<br />
Essas prisioneiras foram utilizadas como mão de obra escrava em diversas empresas e em diversas funções sendo que a maior fábrica do campo era a Siemens onde as mãos delicadas e pequenas serviam ao propósito de montar componentes eletrônicos para as bombas V1 e V2.<br />
A libertação das prisioneiras de Ravensbruck foi possível através das gestões da Cruz Vermelha Sueca, especialmente do Conde Folke Bernadotte que , em negociações secretas com Himmler incialmente libertou judias suecas e norueguesas e em seguida de outras nacionalidades.<br />
Nesse momento, instala-se a questão fundamental: como viver depois de tudo? Nesse momento, a autora compila testemunhos de relevância inquestionável e de emoção também intensa sobre o prosseguir, o conviver com os ferimentos de alma e do corpo, chagas eternamente sangrantes na memória de quem passa por tanto horror.<br />
Muitas delas , para prosseguir, preferiram calar-se sobre o que viveram mas outras optaram por contar o que sofreram e viram.<br />
Assim também faz Rochelle Saidel ao recuperar as memórias dessas sobreviventes. À nós, leitores, cabe a consciência de que esse extermínio não encontra paralelos por sua amplitude e pela possibilidade de termos acesso aos documentos, fotos e filmes do ocorrido e mais, da percepção da capacidade do ser humano em engendrar o mal.<br />
Mesmo sabendo que o conhecimento da história por si nada representa, cabe-nos rejeitar que represente a morte e a destruição, continuamente levantando-se contra a morte e o sofrimento.<br />
Assim todos os mortos de todos os masacres, especialmente do Shoá , não terão morrido em vão.</p>
<p>Serviço:<br />
AS JUDIAS DO CAMPO DE CONCENTRAÇÃO DE RAVENSBRÜCK</p>
<p>de SAIDEL, Rochelle G.<br />
trad. DANESI, Antonio de Pádua</p>
<p>ISBN 10: 85-314-1139-4<br />
ISBN 13: 978-85-314-1139-7<br />
Formato: 16&#215;23 cm<br />
Nº de Páginas: 344 pp.<br />
Peso: 540 g</p>
<p>A venda em:<br />
<a href="http://www.edusp.com.br/detlivro.asp?ID=411106">http://www.edusp.com.br/detlivro.asp?ID=411106</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/livrosdomundo.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/livrosdomundo.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/livrosdomundo.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/livrosdomundo.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/livrosdomundo.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/livrosdomundo.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/livrosdomundo.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/livrosdomundo.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/livrosdomundo.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/livrosdomundo.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/livrosdomundo.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/livrosdomundo.wordpress.com/20/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/livrosdomundo.wordpress.com/20/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/livrosdomundo.wordpress.com/20/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=livrosdomundo.wordpress.com&amp;blog=10981294&amp;post=20&amp;subd=livrosdomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>The Bielski Brothers &#8211; Peter Duffy</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 23:08:15 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Gostaria, incialmente, de destacar dois fatos que têm relação direta com os comentários que farei à seguir: o primeiro, foi uma grave dúvida que tive de qual abordagem utilizar para comentar esse livro e a segunda, talvez mais &#8220;grave&#8221; a tarefa de contrastar a ação dos irmãos Bielski com o seu oposto, resistência e, numa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=livrosdomundo.wordpress.com&amp;blog=10981294&amp;post=15&amp;subd=livrosdomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostaria, incialmente, de destacar dois fatos que têm relação direta com os comentários que farei à seguir: o primeiro,</p>
<div id="attachment_17" class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><a href="http://livrosdomundo.files.wordpress.com/2009/12/the_bielski_brothers_1248943921p1.jpg"><img class="size-full wp-image-17" title="THE_BIELSKI_BROTHERS_1248943921P" src="http://livrosdomundo.files.wordpress.com/2009/12/the_bielski_brothers_1248943921p1.jpg?w=200&#038;h=292" alt="" width="200" height="292" /></a><p class="wp-caption-text">The Bielski Brothers: Uma narattiva marcante da sobrevivência ao Holocausto (Shoà)</p></div>
<p>foi uma grave dúvida que tive de qual abordagem utilizar para comentar esse livro e a segunda, talvez mais &#8220;grave&#8221; a tarefa de contrastar a ação dos irmãos Bielski com o seu oposto, resistência e, numa abordagem cruel, da &#8220;colaboração&#8221; de setores da comunidade judaica com os nazistas,via os famosos Junderats (Conselhos judeus).<br />
No entanto, tudo isso vem permeado com uma vertente que quero expressar de antemão para que eu seja muito bem entendido: como &#8220;goy&#8221; não me sinto na condição de julgar as motivações de setores do povo judeu nos mais diversos momentos , especialemente quando um verdadeiro massacre estava em curso.<br />
Esse cuidado, essencial, baseia-se muito em recente entrevista de Ellie Weisel para a revista &#8220;Veja&#8221;, onde ele demonstrava uma certa discordância com aquela que elaborou uma tese que eu era mais adeso, Hanna Arendt, em seu famos livro &#8220;Eichmann em Jerusalém&#8221; algo que guiou sempre minha reflexão desde que me vi envolvido por essa verdadeira voragem que consistiu a minha relação com os eventos da 2a. Guerra, Nazismo e Holocausto, algo com que travo contato desde os 14 anos de idade, ou seja, a 31 anos.<br />
Acredito que ao ler esse livro, toda essa &#8220;carga&#8221; tenha vindo em cada letra, em cada palavra, em cada situação que me vi confrontado. Bem se sabe que em face à morte, seja de que forma seja, nos enchemos de coragem, resistimos ou nos entregamos à imolação, tranformando-nos em mártires ou em heróis.<br />
Esse esquema que , em tese, simplifica tudo, na verdade rouba as características mais fortes e relevantes de gestos como a dos irmãos retratados no livro de Duffy.<br />
Tuvi, Aesel e Zus Bielski não promoveram atos isolados e individuais que os poderiam caracterizar , egoísticamente, como heróis de uma luta que tinha tudo para ser perdida. Fosse assim, eles se perderiam em um oceano de &#8220;heróis&#8221; que existem para demonstrar que os homens de seu tempo e da posteridade, serviram-se de sua memória para exaltar algo que todos poderiam fazer mas que, por motivos vários, declinaram se fazê-lo.<br />
A grandeza dos irmãos consiste em liderarem 1.200 pessoas à salvação pela resistência ao opressor. E como resistiam? Resistiam com armas mas resistiam ao preservar o modo judeu de organizarem-se, de culturarem, seus hábitos, costumes e a própria vida, consistindo, todos, em testemunhas, vivas, do que se passou.<br />
Duffy acerta quando não os glamouriza, ao contrário, exibe suas dúvidas, seus acertos, seus erros, suas vacilações e coragem, portanto, tirando-lhes a aura mitológica e reforçando-lhes a humanidade o que, na minha concepção, longe de diminuí-los, engrandeceu-os.<br />
Não os mostraram em artificial linearidade, ao contrário, demonstrou-lhes diversos em personalidade, pendores, gostos e desgostos. Mostrou alguns que eram piedosos e outros rigorosos, ao extremo.<br />
Enquanto partisans, mesmos submitidos à estrutura soviética de comando, preservaram-se como resistentes judeus em toda a sua grandeza e orgulho. Sobreviveram, com exceção de Aesael que, integrado ao Exército Vermelho, pereceu no cerco de Könisberg.<br />
Junto à eles e por conta deles, 1.200 judeus, famílias inteiras, sobreviveram. Qual é o contraste que se pode observar entre a ação deles e do Junderat? Como disse, por desconhecimento, apenas mostrarei o contraste, não elaborarei teorias. Fato é que a história fala por si e exalta os irmãos que arriscaram por várias vezes, seja na mão dos alemães ou dos soviéticos, as suas vidas.<br />
Recuperar a história dos irmãos serve-nos muito nesses tempos em que os fatos ganham os longes do passado e ações, talvez desastradas do governo israelense, levam aos Mahmouds Ahmadijads da vida tentarem negar o que ocorreu.<br />
No entanto, parece-me inconcebível negar algo que vai além do imaginável, que suscitou gestos desesperados mas também teve sua grandiosidade.<br />
São testemunhos eloquentes, inegáveis mesmo oferecendo um recorte de toda a tragédia uma pálida noção do que ocorreu. Seria inoportuno, exatamente por isso, resgatar as histórias parciais e dizer, muito bem isso foi o que aconteceu e correr o risco de que ignorantes minimizem tanta dor ou morte?<br />
Pessoalmente, mesmo sendo &#8220;goy&#8221; , não entendendo a profundidade e as razões dos judeus, arrisco-me dizer que a oportunidade vem exatamente da tentativa de minimizar o sofrimento em uma época onde o sofrimento individual é irrelevante, chegando às margens do desprezível.<br />
Seis milhões, seis mil, seiscentas, sessenta, seis mortes qual é a diferença? Todas são mortes, destruição, desespero. Se o ditado judaico &#8220;quem salva uma vida, salva a humanidade inteira&#8221; é verdeiro, é terrível notar que matamos muito da humanidade no Holocausto e seguimos matando ainda hoje.<br />
Também quer me parecer que a advertência de Brecht mantêm-se viva e poderosa: &#8220;Eles quase dominaram o mundo! Mas não vos iludis porque o ventre que os gerou ainda é fecundo&#8221;. Por isso, atentar à resistência dos Bielski é termos novo alento para combater não apenas os renascimentos dos ovos da serpente mas , enfim , estirpar o útero que os acolhe.<br />
Utopia? Talvez. No entanto, seja como seja, a história dos Bielski nos serve de alento na caminhada. Leitura indispensável.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/livrosdomundo.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/livrosdomundo.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/livrosdomundo.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/livrosdomundo.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/livrosdomundo.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/livrosdomundo.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/livrosdomundo.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/livrosdomundo.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/livrosdomundo.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/livrosdomundo.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/livrosdomundo.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/livrosdomundo.wordpress.com/15/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/livrosdomundo.wordpress.com/15/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/livrosdomundo.wordpress.com/15/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=livrosdomundo.wordpress.com&amp;blog=10981294&amp;post=15&amp;subd=livrosdomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Cabo Verde: o ciclo ritual das Festividades da Tabanca &#8211; José Maria Semedo, Maria R. Turano</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 15:06:36 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Cabo Verde talvez não esteja na agenda do povo brasileiro, de seus destinos de turismo (p.ex.) mas há uma ligação que a história registra entre os dois povos: na época do &#8220;achamento&#8221; do Brasil, Cabo Verde um papel fundamental como uma posessão portuguesa a meio caminho de nosso país onde era feito o reabastecimento das [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=livrosdomundo.wordpress.com&amp;blog=10981294&amp;post=9&amp;subd=livrosdomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cabo Verde talvez não esteja na agenda do povo brasileiro, de seus destinos de turismo (p.ex.) mas há uma ligação que a históri<a href="http://livrosdomundo.files.wordpress.com/2009/12/festividadestabanca1.jpg"></a>a</p>
<div id="attachment_8" class="wp-caption alignright" style="width: 112px"><a href="http://livrosdomundo.files.wordpress.com/2009/12/festividadestabanca2.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-8" title="festividadestabanca" src="http://livrosdomundo.files.wordpress.com/2009/12/festividadestabanca2.jpg?w=102&#038;h=150" alt="" width="102" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Um excelente retrato etnológico e histórico da Tabanca</p></div>
<p>registra entre os dois povos: na época do &#8220;achamento&#8221; do Brasil, Cabo Verde um papel fundamental como uma posessão portuguesa a meio caminho de nosso país onde era feito o reabastecimento das naus que aqui chegaram.Da mesma forma , infelizmente, Cabo Verde desempenhou um papel de rota intermediária para o tráfico de escravos rumo a todos os países americanos que utilizavam esse tipo de mão de obra.<br />
A natureza de Cabo Verde, bela mas também inóspita, foi o deflagrador de um processo que não tem paralelos exceto por processos de rompimento bruto (revoluções, guerras&#8230;) das relações entre raças: a incorporação de pessoas da raça negra nos cargos diretivos da então colônia o que, ao contrário do que tristemente acontece no nosso país, levou a uma superação do racismo que segue como uma chaga em nossa cultura brasileira, ela mesma tão sincrética.<br />
Outro ponto de contato interessante com nosso país foi um grau de mestiçagem que comparasse ao nosso onde o &#8220;mulato&#8221; tornou-se um tipo, senão predominante, também característico.<br />
Todo esse universo geográfico, humano e histórico serve como base para José Semedo e Maria Turano desenvolverem um livro que dá conta de uma das manifestações mais notáveis da cultura caboverdiana, a Tabanca.<br />
Interessante é que a Tabanca, em sua forma e conteúdo, assemelha-se e muito com várias manifestações brasileiras como a Festa do Divino, a catira, os folguedos nordestinos com forte manifestação de religiosidade cristã com elementos africanos, principalmente musicais.<br />
Outro elemento de interesse é o primeiro capítulo onde é esmiuçado o contexto geográfico e histórico que, apesar de criticado no prefácio como extenso, é fundamental para um estrangeiro ter a dimensão do contexto no qual a manifestação se justifica, desenvolve e se consolida.<br />
De posse dessas informações, a leitura da associação de mútuo auxílio chamado Tabanca (daí aproximarem-se das Irmandades do Divino brasileiras e paulistas em especial) e da sua manifestação sacro-profana torna-se um ambiente fértil para o imaginar e para o perceber as semilaridades com nossa forma de ser.<br />
Ao final, as entrevistas colocam a Tabanca em pé de igualdade com muitas manifestações culturais, principalmente em minha cidade, onde há um esforço tremendo para trazer os jovens para sua prática e para a sua manutenção. De todos os mostrados, o plano mais audacioso e mais indicador de algo que possa nos ser útil, é a pretensão de se desenvolver métodos de &#8220;sedução&#8221; dos bem jovens para que possam ser os próximos reis, rainhas das Tabancas do futuro. Espero, sinceramente, que sejam bem sucedidos!<br />
Acredito não ser simples encontrar esse livro posto que só tive acesso à ele porque minha amada Denise encontra-se em trabalho em Cabo Verda, na cidade de Praia. Todavia, caso desejem, posso fornecer o endereço da editora para que entrem em contato. Asseguro-lhes que, ao adentrar na alma caboverdiana encontraremos muito da nossa e só por isso, todo esforço valerá a pena.</p>
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		<title>Bem vindo ao Livros do Mundo!</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 08:26:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>livrosdomundo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Seja bem vindo ao Livros do Mundo! Nesse blog estarei publicando alguns comentários acerca de livros que li e que tenho lido com o intuito de divulgar e fomentar a leitura. Além disso, estaremos noticiando toda e qualquer atividade literária que nos chegar aos ouvidos ou aos olhos! Caso queira divulgar seu livro ou seu [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=livrosdomundo.wordpress.com&amp;blog=10981294&amp;post=3&amp;subd=livrosdomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Seja bem vindo ao Livros do Mundo!</em></p>
<p><em>Nesse blog estarei publicando alguns comentários acerca de livros que li e que tenho lido com o intuito de divulgar e fomentar a leitura. </em></p>
<p><em>Além disso, estaremos noticiando toda e qualquer atividade literária que nos chegar aos ouvidos ou aos olhos! Caso queira divulgar seu livro ou seu concurso literário, mande um email para josebvliborio@uol.com.br que teremos o maior prazer em falar sobre ele.</em></p>
<p><em>Esse blog é seu! Seja bem vindo!</em></p>
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